Há um momento em The Seventh Voyage of Sinbad em que um mago reúne uma serpente e uma mulher numa forma, originando a mulher-serpente. Dois dos homens que assistem - como nós - à dança do animal impossível (e, no entanto, com existência validada pelo nosso olhar) trocam o seguinte diálogo:
"It is impossible. I am asleep."
"If so, I share your dream."
E assim se dá uma definição nada imbecil de cinema: não tanto (embora também) a materialização do impossível, como a partilha acordada de um sonho.