3.11.11

Sem chão

 
Dois fotogramas de Der Student von Prag (Stellan Rye, 1913) em que o chão é ausente. É, de resto, um filme em que, para ser melhor do que é, os actores teriam de se movimentar levitando. Mais próximo da perfeição, uma em que qualquer noção de limiar fosse excluída. Por vezes parece-me que o filme perfeito existiria tão no limite, que resultaria invisível. Porque informada e transformada pelos sentidos, toda a arte é condenada à imperfeição.